Orientar as zeladoras de jazigo para que seja intensificado o trabalho de combate ao Aedes Aegypti (transmissor da dengue) nos cemitérios da cidade. Esse foi um dos principais objetivos das reuniões realizadas ontem (sexta-feira 05/03), nos Cemitério da Saudade e Cristo Rei, em Apucarana.
Os trabalhos, dirigido pelo coordenador do Programa de Combate a Endemias, Flávio Boiça, tiveram a participação de cerca de 70 pessoas e contou com o auxílio de equipes de combate a dengue em pontos estratégicos e da coordenação da Autarquia Municipal de Serviços Funerários (Aserfa), através do diretor, Geraldo Ferreira. “Estamos realizando um amplo trabalho em toda a cidade. Contando com a ajuda do Comitê Municipal de Mobilização de Combate a Dengue, estamos atendendo também a uma determinação do prefeito João Carlos de Oliveira e da direção da Autarquia Municipal de Saúde para que todos os cuidados para se combater a doença na cidade, sejam tomados e realizados por nossas equipes”, destaca Boiça.
Segundo ele, a reunião foi produtiva e serviu como um reforço ao trabalho já realizado durante todo o ano no município, pelos 63 agentes de combate a endemias. “O combate aos focos do mosquito já é considerado um trabalho estratégico, e agora, principalmente nesta época, temos que intensificá-lo”, completa Boiça.
Cuidados
Durante as orientações, Flávio Boiça explicou que a intenção é alertar, não só as zeladoras de jazigo, como funcionários, pedreiros, demais servidores que prestam serviços nos cemitérios e visitantes, para que fiquem atentos aos perigos da dengue. “O maior problema é a água parada em vasos que podem servir de criadouros do Aedes Aegypti. Muitas pessoas deixam de colocar a areia e isso resulta em focos do mosquito. Outra solicitação que fazemos é para que as pessoas não tragam vasos de flores com papel celofane, ou joguem papéis de maços de vela no chão, copos e garrafas pet. O plástico parado acumula água. Segundo nossas equipes, a cada visita ao cemitério são recolhidos de 30 a 60 tubitos com 10 larvas cada. É preocupante a situação e só depende da nossa vontade para que isso diminua”, alerta.
Boiça adiantou ainda que um Projeto de Lei está sendo elaborado e será encaminhado a Câmara Municipal de Apucarana para que os vasos de flores sejam proibidos em jazigos. “Enquanto a Lei não é aprovada temos que nos unir e trabalharmos juntos. Cada um deve fazer a sua parte. Iremos disponibilizar, a partir da próxima semana, na entrada dos dois cemitérios, tanques de areia para que as pessoas possam utilizá-las em vasos”, anuncia. Na entrada dos cemitérios estão afixadas placas com orientações sobre o risco de água parada e sobre a colocação de areia nos vasos.
Índice
Márcio Lourin, supervisor das equipes de combate a endemias explica que além dos cemitérios é fundamental que o combate a dengue seja feito dentro das residências, quintais, eliminando recipientes com água parada, limpando e mantendo tampada caixas d’água e descartando pneus usados. “Nosso índice é de 7,9. Já temos 04 casos confirmados em Apucarana e 48 suspeitos. Três dos casos confirmados são importados e o quarto está sob investigação. Trabalhamos e fazemos alertas visando à saúde da nossa população e das pessoas que trabalham em locais estratégicos para que tenham qualidade de vida. Somando forças vamos eliminando os focos”, cita.
Sintomas
Segundo recomendações do Programa Municipal de Combate a Endemias, aos primeiros sintomas da dengue, a população deve procurar imediatamente umas das 26 Unidades Básicas de Saúde ou as Unidades de Apoio. Os sintomas mais comuns são: febre, dor de cabeça, dor nos olhos e no corpo e perda de apetite.
Boletim da SESA
No último boletim epidemiológico, divulgado nesta quarta-feira (04/03), pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), os números mostram que até 26 de fevereiro foram confirmados 973 casos da doença, sendo 806 casos autóctones – casos cuja infecção ocorreu dentro do Estado – e 167 casos importados. Nos dados apresentados no boletim, que leva em consideração as notificações realizadas até 26 de fevereiro, das 22 Regionais de Saúde, 10 apresentaram casos autóctones. A região de Maringá concentra o maior número de casos autóctones (297), seguida por Foz do Iguaçu (211), e Londrina com 104 casos. Até o momento foram registrados dois casos de febre hemorrágica por dengue e um caso de dengue com complicação. Uma pessoa morreu. Dos 399 municípios, 53 apresentaram autóctones de dengue. Sendo o município de Paranacity, próximo a Maringá, o que tem maior incidência, seguido por Primeiro de Maio, município próximo a Londrina.
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